Ficha Técnica

Edição: Fernanda Nobre

Concepção editorial: Amauri Eugênio Jr. e William Luz

Textos: Amauri Eugênio Jr.

Revisão: Lupa Texto

Projeto gráfico e diagramação: Gaya Vieira

Programação: Kelvin Crisos

Fotos: Tiago Queiroz (Foto Home) / Marcos Morais (Aviva e Festival Cria na Vila) / Daisy Serena (lançamento da websérie Ancestrais do Futuro) / José Cícero / DiCampana Foto Coletivo (fotos da equipe) / Domenica Pedroso (+Lapena Habitar e cerimônia do IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades) / Tamara dos Santos (Encontros Bongola) / Divulgação / Lucas Santos (1° Fórum de Desenvolvimento Econômico Periférico da Fundação Tide Setubal) / Baeta Fotografia (parceria técnica com a Prefeitura de São Luís-MA)

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Foto de um mural com cartazes nas cores branca e preta - e com essas mesmas cores invertidas - que contêm a frase Pelo direito de contar nossas histórias. Esses materiais aparecem alternados com os cartazes dos curtas-metragens Fé que Move Rios (Apoena), Sem Tempo, Irmão (Várias Fita Filmes), A Saudade que Habita em Meu Armário (Trivial Filmes) e Boca de Tudo (Ofà Dodún). Aparece à frente dos cartazes uma mulher com cabelo com corte black power e uma camiseta cinza.>
 

Juventudes e fé em cena

Quinta temporada da websérie Ancestrais do Futuro destaca, por meio de narrativas territoriais, o papel da fé para a construção sociopolítica das juventudes; o percurso de produção da websérie foi também retratado em publicação lançada em 2025

Como a espiritualidade pode ser um ponto de encontro para acolhimento, empatia e transformação coletiva? Esse foi o ponto de partida da quinta temporada da websérie Ancestrais do Futuro.

Com o tema Juventudes e Fé, a iniciativa desenvolvida pela área de Comunicação da Fundação Tide Setubal, em parceria com o núcleo de Fomento a Agentes e Causas e o Programa Democracia e Cidadania Ativa, promove um mergulho nas formas como a espiritualidade se entrelaça com a construção de redes solidárias, acolhimento e transformação social nas periferias.

O processo de desenvolvimento da temporada começou com o Lab Enfrente, etapa formativa que consiste em aulas magnas para abordar tópicos sobre o universo audiovisual – passando por fatores técnicos e pela distribuição dos produtos finais. Essa etapa contou com a participação de 43 coletivas, que assistiram às aulas magnas realizadas por profissionais que haviam também integrado as edições anteriores da iniciativa:

  • aula inaugural sobre o tema da temporada;
  • roteiro;
  • direção;
  • direção de fotografia e som;
  • distribuição;
  • montagem;
  • masterclass coletiva, em que as pessoas participantes apresentaram os seus respectivos trabalhos.

"Estamos consolidando um jeito de fazer que a cada ano tem se aperfeiçoado e produzido resultados emocionantes. Olhando temporada a temporada, podemos notar o quanto a metodologia do Lab tem sido fundamental para que cada coletiva se sinta instigada a retratar suas realidades em produtos audiovisuais relevantes" (Fernanda Nobre, gerente de Comunicação da Fundação Tide Setubal)

Após essa etapa, 23 coletivas participantes do Lab Enfrente submeteram projetos para que pudessem ser avaliados pela comissão julgadora responsável pela seleção dos curtas-metragens que iriam compor a temporada.

Os grupos selecionados e respectivos curtas-metragens produzidos e exibidos em evento de lançamento em outubro de 2025 no Itaú Cultural foram:

  • Apoena (PA) – Fé que Move Rios;
  • Trivial Filmes (MT) – A Saudade que Habita em Meu Armário;
  • Várias Fita Filmes (SP) – Sem Tempo, Irmão;
  • Ofà Dodún (PR) – Boca de Tudo;
  • Ficcionalizinho (PE) – Orí Semente.

Metodologia para estruturar a prática

Além da quinta temporada da websérie Ancestrais do Futuro, o ano de 2025 contou também com o lançamento da publicação Ancestrais do Futuro – Uma experiência de apoio e fortalecimento de produções audiovisuais das periferias.

A publicação, que apresenta o processo de desenvolvimento da seleção, formação e produção da websérie, traz as dinâmicas da mobilização das juventudes brasileiras em seus respectivos territórios. E, ao ter como objetivo expor a metodologia sobre a criação da iniciativa, o material coloca como um de seus fios condutores a promoção do conceito de justiça narrativa. Desse modo, destaca:

"A importância de construir espaços para que essas comunidades possam contar as suas próprias histórias em primeira pessoa, moldando as narrativas de maneira que reflitam suas identidades, experiências, culturas e realidades, sem a mediação ou a distorção por parte de vozes externas."

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