COMUNICAÇÃO
Comunicação por um mundo
mais justo
Construir pontes e pontos de contato entre grupos diversos, promover o protagonismo de grupos historicamente silenciados e sensibilizar para a promoção da equidade foram aspectos estruturantes para o trabalho da área de Comunicação em 2025
Fernanda Nobre Gerente de Comunicação
Amauri Eugênio Jr. Analista de Comunicação
Sthefani Domenica Analista de Comunicação
William Luz Analista de Comunicação
Sensibilizar públicos diversos e dialogar com eles sobre temas inerentes ao enfrentamento das desigualdades raciais e de gênero. Essa foi uma das premissas que nortearam o trabalho da Comunicação da Fundação Tide Setubal em 2025.
Para alcançar esse objetivo, estratégias em diferentes segmentos tiveram papel central para o trabalho que a área realizou no decorrer do ano. Alguns exemplos passam pelo desenvolvimento de projetos nos quais o foco foi promover o protagonismo de grupos minorizados, ao considerar-se que a promoção da equidade abrange também o direito de – como e quando – contar as próprias histórias.
Nesse sentido, pode-se destacar a websérie Ancestrais do Futuro. Em sua quinta temporada, que retrata a relação entre juventudes e fé, a iniciativa contou com ciclo formativo de coletivas de audiovisual atuantes em diversas regiões periféricas ao redor do Brasil, entre as quais cinco grupos receberam, cada um, R$ 20 mil para desenvolver um curta-metragem sobre o tema.
Em paralelo, para dialogar com a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que aconteceu em Belém (PA), a Fundação e o Geledés – Instituto da Mulher Negra correalizaram a oitava temporada do podcast Essa Geração, na qual jovens participantes do curso de Multimídia da organização entrevistam especialistas de áreas diversas para tratar de dimensões variadas a respeito dos efeitos do racismo ambiental nas periferias do país.
Ainda, parcerias com pessoas atuantes em diferentes segmentos foram estratégicas para alcançar públicos de origens geográficas, socioeconômicas e raciais diversas – entre outras variáveis demográficas. Um exemplo nesse contexto é o podcast Escute as Mais Velhas, produzido pela Rádio Novelo, no qual Neca Setubal, presidente do Conselho Curador da Fundação, e Sueli Carneiro, filósofa, ativista, coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra e conselheira da Fundação Tide Setubal, entrevistam figuras de referência da segunda onda do feminismo.
Outro exemplo de destaque na produção de conteúdos e debates de causas é a série Travessias Desiguais. Com quatro episódios disponíveis na plataforma de streaming Globoplay, o projeto, que teve produção da Maranha e correalização da Fundação Tide Setubal, propõe reflexões e retrata experiências de vidas brasileiras no enfrentamento das desigualdades em cinco regiões do país, do nascimento ao envelhecimento.
Somam-se a essas estratégias os trabalhos que a área de Comunicação realiza para disseminar as diversas dimensões do enfrentamento das desigualdades em outros meios e formatos, que passam pelas redes sociais:
- Instagram: a página da Fundação Tide Setubal terminou 2025 com 62.251 perfis seguidores ante 41.659 em 2024;
- YouTube: o Canal Enfrente teve audiência de 1.843.672 visualizações em 2025 em comparação com 922.407 visualizações em 2024;
- LinkedIn: a página da Fundação terminou o ano com 15.345 perfis seguidores. Para efeito de comparação, esse panorama em 2024 correspondeu a 12.652 perfis.
O trabalho para intensificar a visibilidade das ações e projetos desenvolvidos pela Fundação passou também pela imprensa, tanto por meio de veículos hegemônicos quanto de canais independentes atuantes em causas socioeconômicas, raciais e de gênero.