Ficha Técnica

Edição: Fernanda Nobre

Concepção editorial: Amauri Eugênio Jr. e William Luz

Textos: Amauri Eugênio Jr.

Revisão: Lupa Texto

Projeto gráfico e diagramação: Gaya Vieira

Programação: Kelvin Crisos

Fotos: Tiago Queiroz (Foto Home) / Marcos Morais (Aviva e Festival Cria na Vila) / Daisy Serena (lançamento da websérie Ancestrais do Futuro) / José Cícero / DiCampana Foto Coletivo (fotos da equipe) / Domenica Pedroso (+Lapena Habitar e cerimônia do IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades) / Tamara dos Santos (Encontros Bongola) / Divulgação / Lucas Santos (1° Fórum de Desenvolvimento Econômico Periférico da Fundação Tide Setubal) / Baeta Fotografia (parceria técnica com a Prefeitura de São Luís-MA)

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Imagem na qual estão Márcio Farias, psicólogo e professor do departamento de Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Gilvânia Gonçalves, do Movimento dos Trabalhadores Sem Direitos; Vilma Martins, agricultora e integrante da organização Mulheres do GAU; e Mariana Almeida (à direita), diretora-executiva da Fundação Tide Setubal, durante uma das mesas do 1° Fórum de Desenvolvimento Econômico Periférico.>
 

Diversos caminhos para fortalecer a economia local

Em 2025, o Programa Nova Economia e Desenvolvimento Territorial desenvolveu estratégias variadas para apoiar organizações que atuam com novas propostas econômicas para áreas periféricas

Construção de redes periféricas dentro do campo da inclusão produtiva. Esse foi um dos eixos do trabalho do Programa Nova Economia e Desenvolvimento Territorial da Fundação Tide Setubal no que diz respeito ao apoio a organizações atuantes em territórios periféricos.

Essa aposta, aliada a alguns princípios da economia solidária, buscou identificar formas atualizadas e coerentes para integrar territórios vulnerabilizados a cadeias produtivas sustentáveis e norteou a definição de critérios para o suporte a organizações atuantes no fortalecimento do trabalho digno nas periferias.

Em 2025, por meio da execução de demandas relacionadas ao projeto +Lapena Renda Alimentar, que visa implementar soluções para contribuir para o acesso à alimentação adequada e saudável nas comunidades locais e também envolve a inclusão produtiva local, foram realizadas feiras orgânicas – para comercialização dos alimentos produzidos e colhidos pelas profissionais participantes – e a prática de piscicultura.

Ainda, o programa apoiou a Associação de Agricultores da Zona Leste (AAZL) e a organização Mulheres do GAU. Vale destacar que o grupo contou com a assessoria técnica da organização Pé de Feijão, para o aperfeiçoamento de suas práticas agrícolas e institucionais, assim como o acompanhamento psicológico para auxiliar no fortalecimento das lideranças à frente da organização.

Em paralelo, a Fundação, por meio do Programa Nova Economia e Desenvolvimento Territorial, manteve-se por mais um ano na Aliança pela Inclusão Produtiva (Aipê). A edição 2025 da iniciativa, que é também composta por BNDES, Fundação Arymax, Instituto Heineken, Instituto Humanize, Instituto Votorantim e Santander, teve como ponto central o apoio a projetos de impacto socioeconômico atuantes nas periferias com foco socioambiental.

O programa apoiou também o núcleo para a América Latina e Caribe da Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab (J-PAL LAC), que visa gerar evidências científicas sobre políticas públicas relacionadas com as principais questões do mercado de trabalho brasileiro. O suporte ocorreu por meio da Iniciativa Empregos e Oportunidades no Brasil (JOI Brasil) e do braço de proteção social da iniciativa.

Mais dimensões de apoio

Os apoios operacionais e institucionais que o Programa Nova Economia e Desenvolvimento Territorial da Fundação Tide Setubal promoveu para organizações atuantes em territórios periféricos tiveram também incidência em segmentos diversos.

Uma das organizações apoiadas pelo programa de influência foi a produtora cultural social A Banca, que atua no suporte a projetos de pessoas empreendedoras e de economia criativa nas periferias.

Em paralelo, o programa apoiou, por meio de estratégia para fortalecimento institucional, a Associação de Mulheres Agbara (Fundo Agbara). Trata-se de fundo filantrópico criado para dar sustentação à atividade econômica e empreendedora de negócios de impacto criados e geridos por mulheres negras.

Ainda, outra organização apoiada pelo trabalho do programa foi o Instituto Decodifica, que objetiva, a partir da análise de dados e produção de estudos sobre aspectos diversos do cotidiano das periferias, promover a transformação social e perspectiva de justiça racial em âmbito reparatório.

Os apoios do Programa Nova Economia e Desenvolvimento Territorial abrangeram também a Associação Trê Investindo com Causa, organização coidealizadora do Programa Zunne, que visa democratizar o investimento de impacto com foco no crescimento de negócios de impacto das regiões Norte e Nordeste.

Finalmente, a Fundação Tide Setubal, por meio do programa, teve participação direta no desenvolvimento do piloto da pesquisa Uso do Tempo, que soma esforços a vários outros pilotos de pesquisa ao redor do Brasil e da América Latina que buscam contribuir para a criação de uma metodologia capaz de capturar, em dados, o trabalho não remunerado.

O estudo foi desenvolvido pela parceria entre Fundação e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consultoria Metas Sociais. A colaboração é oportuna, pois é concomitante ao processo de regulamentação da Política Nacional de Cuidados, sancionada em dezembro de 2024.

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