Ficha Técnica

Edição: Fernanda Nobre

Concepção editorial: Amauri Eugênio Jr. e William Luz

Textos: Amauri Eugênio Jr.

Revisão: Lupa Texto

Projeto gráfico e diagramação: Gaya Vieira

Programação: Kelvin Crisos

Fotos: Tiago Queiroz (Foto Home) / Marcos Morais (Aviva e Festival Cria na Vila) / Daisy Serena (lançamento da websérie Ancestrais do Futuro) / José Cícero / DiCampana Foto Coletivo (fotos da equipe) / Domenica Pedroso (+Lapena Habitar e cerimônia do IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades) / Tamara dos Santos (Encontros Bongola) / Divulgação / Lucas Santos (1° Fórum de Desenvolvimento Econômico Periférico da Fundação Tide Setubal) / Baeta Fotografia (parceria técnica com a Prefeitura de São Luís-MA)

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Imagem do evento de premiação do IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades na qual aparecem cinco pessoas sentadas e uma no canto esquerdo, em pé e em frente a um púlpito transparente.>
 

Incentivar a inclusão do meio ambiente no orçamento público

O IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades reconheceu projetos que mostraram como o Estado pode ser protagonista da pauta ambiental

Destacar o papel do orçamento para colocar o Estado no papel de protagonista da preservação socioambiental. Esse foi um dos objetivos do IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades.

A iniciativa, que tem organização de Fundação Tide Setubal, Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as/es (ABPN) e Rede de Economistas Pretas e Pretos (Repp), objetivou mostrar como o orçamento público pode ser um vetor para viabilizar políticas que ambicionem proteger a população dos efeitos das mudanças climáticas.

Dentro dessa lógica, conectada também ao debate relativo à 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que aconteceu em novembro de 2025 em Belém (PA), a quarta edição do prêmio teve quatro subtemas:

  • Orçamento público, democracia, garantia de direitos e justiça climática;
  • Sistema tributário, dívida pública e política fiscal para a promoção da equidade;
  • Novos arranjos financeiros para a implementação de políticas setoriais, em especial políticas de adaptação climática e finanças verdes;
  • Emendas orçamentárias, relação Executivo-Legislativo e equidade, eficácia e efetividade na alocação dos recursos públicos.

Sobre a premiação

O IV Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades registrou 87 inscrições, entre as quais 65 elegíveis para participar e concorrer. Para efeito de comparação, a terceira edição teve a submissão de 48 manuscritos.

Um dos aspectos emblemáticos relativos ao prêmio é mostrar que o poder público precisa ter intencionalidade para construir políticas nas quais a pauta ambiental assuma papel central. E o orçamento pode ser uma ferramenta estratégica nesse contexto.

"Poder mobilizar conhecimento e pessoas diversas para pensar sobre isso e criar isso enquanto tema é algo que nos faz felizes por podermos contribuir. Esta quarta edição tem muito mais inscritos e, no conjunto todo, tem robustez de artigos – sou também avaliadora no prêmio. É muito bom ver a evolução das temáticas, da forma de trabalhar e da profundidade que ganhou. Isso porque o campo de pesquisa é assim: é necessário insistir e ser explícito." (Mariana Almeida, diretora-executiva da Fundação Tide Setubal)

A perspectiva reflete, dessa maneira, a evolução observada desde a primeira edição do prêmio. Um dos reflexos dessa dinâmica foi a ratificação do acordo de continuidade da iniciativa por meio de parceria entre a Fundação e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). O anúncio aconteceu durante o evento de premiação das pessoas autoras dos manuscritos.

Além disso, o Prêmio Orçamento Público, Garantia de Direitos e Combate às Desigualdades levará, a partir de 2026, o nome da servidora pública e especialista em orçamento Roseli Faria, que faleceu em setembro de 2025. Roseli foi também conselheira fiscal da Fundação Tide Setubal e uma das idealizadoras e maior impulsionadora da premiação.

Manuscritos selecionados

Confira a seguir a ordem final dos artigos reconhecidos pela premiação:

  • 1º lugar: Justiça Climática e Reconhecimento Orçamentário: O pagamento por serviços ambientais como política para os povos indígenas no Brasil, de Sérgio Ricardo Rodrigues;
  • 2º lugar: Busca Ativa como Estratégia de Justiça Orçamentária na Política de Assistência Social: A experiência de Nova Iguaçu no enfrentamento às desigualdades, de Kleber Luiz A. S. Gonzaga;
  • 3º lugar: Política Macroeconômica e Desigualdade: Uma avaliação sobre os gastos sociais no Brasil no período 2011-2021, de Laura Cristina de Oliveira Nascimento;
  • 4º lugar: Saúde em Jogo: Emendas parlamentares e a (des)atenção à saúde, de Taissa Maia e João Coelho Brasil;
  • 5º lugar: Implementação da Complementação-VAAR do Novo Fundeb: Problema ou solução para uma educação com equidade?, de Izabella Andrade Silva;
  • 6º lugar: Orçamento Público como Instrumento de Justiça Social e Climática: Um estudo sobre transparência e participação democrática, de Fabio Marcelo Cuty da Silva e Jakeline Rodrigues;
  • 7º lugar: Efeito do Acesso ao Crédito sobre a Desigualdade de Rendimentos entre Homens e Mulheres nos Municípios Nordestinos, de Diego Carneiro e Felipe Bastos;
  • 8º lugar: Finanças Públicas para Conservação da Biodiversidade no Brasil: Uma análise dos gastos e necessidade no governo federal do Brasil entre 2000 e 2019, de Carlos Eduardo Menezes da Silva e Jorge Madeira Nogueira.

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